Contacto : mail@albertomesquita.net

           
        Home    
           
     
 
Início
Jusqu'au bout
Shakespeare - Hamlet
L Antruido de las Palabras
Três Regalos
Reflexões sobre Fotografia
Pirilampos
Nietzsche - Zaratustra
Adivinha
Palavras Predilectas
Roy Bathy - Blade Runner
A Força da Palavra
Natal - Manuel Bandeira
Natal - P. H. de Mello
Natal - Os Reis
Blue Skies
Le bonheur de ce monde
O Fim da Aventura
Oppressors
Os miosótis
Quotations
Minho
Schopenhauer
A Sibila
St. Crispen's Day Speech
Felicidade
Ernest Schackleton
Cantiga para quem sonha
Oh God
Sobre Arte
Apocalipse Now
Mãe
Our Life
Toada de Portalegre
Mount Analogue
Caridade - S. Paulo
Seres Lendários
Esconjuro
Mary Elizabeth Frye
De Tarde
Road Less Travelled
Senhora Partem Tam Tristes
Stop All The Clocks
Bem-Aventuranças
Risks
Menina
Desiderata
Goethe
Artur C. Clarke
Frases da Net
Arte em Macau
Poema
Arte da Cosinha
Ernesto Renan
Boa Noite
A Terra
Graffitis
As Amoras
Era Briluz
Só Deus basta
Menina Gorda
Gorgeous
Cântico Negro
On Being ill
Sôbolos Rios
O Juramento do Árabe
Four Quartets
A Senhora de Brabante
Vaidade
 
 

CANTIGA PARA QUEM SONHA

Tu que tens dez reis de esperança e de amor
grita bem alto que queres viver.
Compra pão e vinho, mas rouba uma flor.
Tudo o que é belo não é de vender
Não vendem ondas do mar
nem brisa ou estrelas, sol ou lua-cheia
Não vendem moças de amar
nem certas janelas em dunas de areia.

Canta, canta como uma ave ou um rio
Dá o teu braço aos que querem sonhar
Quem trouxer mãos livres ou um assobio,
nem é preciso que saiba cantar.

Tu que crês num mundo maior e melhor
grita bem alto que o céu está aqui.
Tu que vês irmãos, só irmãos em redor,
Crê que esse mundo começa por ti.
Traz uma viola, um poema,
um passo de dança, um sonho maduro.
Canta glosando este tema,
Em cada criança há um homem puro.

Canta, canta como uma ave ou um rio
Dá o teu braço aos que querem sonhar
Quem trouxer mãos livres ou um assobio,
nem é preciso que saiba cantar.

Letra de Leonel Neves
Música de João Gomes
Canta Luiz Goes


 - transcrito do blog de Octávio Sérgio Azevedo