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".... E de novo
acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas
nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se
afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas
a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
- texto de Miguel
Sousa Tavares sobre a morte da mãe, Sophia de Mello Breyner, em Domus
Mater News de Out-Dez 2004 |